Blog de viagens escrito por Luísa e Marcelo Colombo. Roteiros de viagem, planejamento e notícias para inspirar e facilitar a viagem dos seus sonhos. 

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Como conhecer Montmartre fugindo das ladeiras

Lar de Amélie Poulain, do Moulin Rouge e de milhares de artistas, Montmartre é um dos bairros mais famosos de Paris, repleto de bares, cafés e lojinhas, além da sempre linda Basílica do Sagrado Coração (Sacre Cœur). O que pouca gente fala, no entanto, é que Montmartre é também repleta de ladeiras e ruas de paralelepípedos. Para quem é cadeirante como eu (ou mesmo tem um péssimo condicionamento físico, rs), isso pode ser um problema.

 

 

Fui lá duas vezes e a primeira foi a síntese desses problemas. Depois de algumas subidas e descidas, chegamos ao café onde foi gravado o filme (do qual sou fã) Amélie Poulain. Infelizmente, o café tem dois degraus bem grandes na entrada e nenhum outro caminho acessível. Mas, para minha alegria, alguns franceses, certamente inspirados por Amélie, me levantaram com a cadeira (que é bem pesada, já que é elétrica) e tudo e me colocaram lá dentro. O café é bem bonitinho e faz bastante referência ao filme. E é claro que eu pedi um crème brulée pra quebrar a casquinha como a personagem. 

 

 

A viagem começou a falhar quando dali tentamos ir à Sacre Cœur. O sobe e desce de ladeiras íngremes e algumas escadas pelo caminho me davam a sensação de que a cadeira podia quebrar a qualquer momento. Fui embora sem conhecer a igreja e o restante do bairro.

 

 

MAAAS, como a gente é brasileiro e não desiste nunca (ainda mais com o incentivo dos amigos) voltei lá e fiz um caminho que deu certo: ao invés de me arriscar pelas ruelas, peguei um ônibus que me deixou direto no Funiculaire, espécie de bondinho que te deixará de frente para a Basílica. (Dica: Use o app da RATP, órgão de trânsito da França, para saber a melhor rota para você, incluindo os transportes acessíveis).

 

 

Você vai precisar dar a volta na Basílica para vê-la por dentro, já que a entrada de pessoas com deficiência é na parte de trás, pela Rue du Chevalier de la Barre, 35. Vale muito a visita e por essa entrada ainda é possível conhecer mais do que os outros turistas ;).

 

 

 

Saindo da Sacre Cœur pelo mesmo lugar, dê à volta na igreja e chegue na Praça dos Artistas - super emblemática e que a gente já viu em muitos filmes! É nela que ficam os desenhistas que fazem retratos dos passantes e lindas obras inspiradas em Paris - provavelmente você vai deixar alguns euros por aqui :P.

 

Aproveite para comer um delicioso ‘macaron’ e se divertir com as fofas caixinhas de músicas que ficam expostas nas barraquinhas. Seguindo por ali, você vai chegar à Rue Lepic, onde está o café Les Deux Moulins, mais conhecido como café da Amélie (lembre-se que é preciso ter ajuda pra entrar) e finalmente ao Moulin Rouge.

 

 

Sobre os shows não posso falar muito, porque pesou no bolso o ingresso por mais de 100 euros, mas vale ir nem que seja só para tirar fotos do lado de fora, principalmente à noite.

 

Para fechar o dia em Montmartre, do Moulin Rouge vá para o “Muro do ‘Eu Te Amo’”, na Square Jehan Rictus. Romântico e perfeito para fotos, o muro reúne a frase “Eu te amo” cerca de 1000 vezes em mais de 300 línguas diferentes! Vive la France e viva o amor <3

 

 

 

Texto: Patrícia Côrtes, Projeto Sem Raízes

Fotos: Patricia da Matta, Projeto Sem Raízes

 

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